Em visita ao Brasil para reunião com concessionários Massey Ferguson e Valtra, o presidente mundial da AGCO, Martin Richenhagen, disse que o segmento de máquinas agrícolas no País já está em recuperação e projetou crescimento de 5% as 10% para o próximo ano.
A AGCO acredita que ante queda de 25% que o mercado de máquinas agrícolas registrou no primeiro semestre, o balanço total do ano indicará decréscimo de apenas 5% diante da retomada das vendas a partir de junho.
“Depois de um longo período de incertezas políticas e econômicas que impactaram os negócios da indústria, os produtores brasileiros estão retomando a confiança para investir em novos equipamentos”, avaliou o presidente mundial da AGCO na terça-feira, 5, em evento realizado em Foz do Iguaçu, PR, destacando que os primeiros sinais de retomada foram vistos nas edições da Agrishow e da Expointer.
Ao estimar crescimento para o ano que vem, o presidente mundial da AGCO admitiu que a alta poderá ser ainda maior do que os 5% ou 10% que projeta. “Quando o Brasil retoma, sempre volta forte. Estamos preparados para atender o mercado caso a demanda seja maior do que a prevista.”
Richenhagen acredita que a América do Sul, hoje com participação na faixa de 10% a 15% do faturamento global da companhia, voltará a responder por 22% a 25% da sua receita nos próximos anos.
”O Brasil é líder mundial em cana-de-açúcar, etanol e em vários outros segmentos da agricultura. O potencial do País e da região é muito grande”, disse o executivo, que defendeu, em paralelo, a necessidade de o governo brasileiro liberar mais recursos para ajudar os produtores: “Não adianta baixar juro se não tiver dinheiro”.
A AGCO detém 44% do mercado brasileiro de tratores e 12% do de colheitadeiras. O objetivo, revelam os executivos da empresa, é ampliar esses índices para 50% e 25%, respectivamente.
Novas tecnologias – Também presente no encontro, o vice-presidente sênior e diretor geral da AGCO das Américas, Robert Crain, destacou os investimentos feitos pela empresa na tecnologia MAR-1, que define novos limites de emissão para motores com mais de 75 KW e que entrará em vigor no Brasil a partir de janeiro de 2017.
“Essa mudança proporcionou para a Massey Ferguson e para a Valtra a oportunidade de renovar todo o seu portfólio de máquinas agrícolas, incluindo tratores, colheitadeiras e pulverizadores, dentre outras. Estamos otimistas com a América do Sul”, enfatizou Crain.
O executivo destacou ainda o programa Tratores Globais da AGCO, que envolve produtos do segmento sub-130 cv. É um projeto, segundo ele, para ser encaminhado em diversas localidades e customizado às condições locais do mercado agrícola. “São motores eletrônicos e econômicos que melhorarão o desempenho do agricultor.”
A AGCO está presente na América do Sul há mais de 60 anos por meio das marcas Massey Ferguson, Valtra, Challenger, GSI e AGCO Power, com mais de setecentos pontos de vendas. Possui sete fábricas no Brasil e uma na Argentina.
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